Bora falar um "cadiquim" sobre as eleições em Goiânia? 


episódio 2 

Quem ganhou ou perdeu até aqui


Reta final de campanha eleitoral normalmente salienta o que há para extrair de cada candidato, a qualidade da mensagem passada nas pílulas e nos blocos da propaganda no rádio e na TV, além de medir o fôlego da estrutura principal da campanha como um todo. Poderia/deveria acrescentar também a campanha nas redes sociais, mas a saída do X(Twitter), principal plataforma nesse segmento, praticamente zerou esse processo.
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Quem mais ganhou até aqui foi Sandro Mabel (UB), que foi "resgatado" para a política eleitoral pelo governador Ronaldo Caiado após imersão quase total no mundo empresarial. Caiado extravasa otimismo pelo olhar, em suas declarações e até pelos poros. É esse otimismo que contaminou Mabel de tal forma e intensidade que o tirou da quase insignificância para o protagonismo que vive hoje, passando a nítida impressão de que, pelo menos neste momento, já se coloca como forte candidato para uma das vagas no 2º turno. Mabel tem o "olhar do tigre". E caso falte alguma coisa até o dia da eleição, ele tem o apoio e a ação sempre providencial do principal "cabo eleitoral" desta eleição, Ronaldo Caiado.
Mabel também tem a melhor propaganda nas pílulas e no programa eleitoral. Ganha em tudo, do jingle chicletão (Vem, chama que ele vem), ao cuidado técnico e de edição no som e nas imagens, além da coerência da mensagem em si. Tudo está concatenado, e com tempo suficiente para detalhamento. A tal ação emergencial para a falta de 9 mil/10 mil vagas nas creches/Cmei. Ele promete resgatar uma solução adotada com sucesso pelo ex e saudoso prefeito Nion Albernaz, fazendo convênios com igrejas, entidades sociais e mesmo creches particulares. Achar que a Prefeitura tem condições não apenas financeiras para licitar, construir, adquirir equipamentos e contratar pessoal para suprir tamanha demanda de vagas em curto tempo é imponderável.
Por fim, Mabel tem ainda a melhor estrutura de campanha. Desde a capacidade financeira até o fato de contar com um exército eleitoral grande e bem azeitado.
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O segundo ponto nesta analise é Adriana Accorsi (PT). Ela conseguiu se estabilizar como importante força protagonista nesta eleição goianiense. Além disso, historicamente, candidatos do PT a prefeito de Goiânia tem um sprint nos último "100 metros" extraordinário, atropelando os números das pesquisas mesmo quando realizadas às vésperas da votação. Se isso vai ocorrer ou não este ano só vai ter como saber após a apuração.
Adriana também "vende" simpatia e alegria com a figura-mote adotado, o de espécie de "mãezona cuidadora". Seu jingle é bom sem ser chiclete. Sua estrutura de campanha parece ser bem aquém do seu potencial. Vive um pequeno dilema: furar o teto dos 20%. Não passa a impressão de ser esse o teto. Pode ser apenas um momento da campanha de uma forma geral.
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Por fim, o último entre os atuais protagonistas, Vanderlan Cardoso (PSD). Até aqui, o desempenho decepciona. O que dele se esperava é um recall muito maior. Além disso, seu programa eleitoral é espantosamente fraco, e incoerente em determinados momentos. Nos primeiros programas, homenageou grandes líderes políticos, entre os quais ele citou Iris Rezende Machado. Três programas depois, ele se esqueceu disso, e prometeu fazer "em 4 anos, o que não fizeram em 12". Ou seja, crítica direta aos três últimos prefeitos: o atual, Rogério Garcia, herdeiro do mandato conquistado por Maguito Vilela, vitimado pela Covid, Paulo Garcia, já falecido, e... Iris Rezende, elogiado anteriormente. Pra fechar, ele fechou programas exibindo uma bandeira, que poucos eleitores devem saber que é a de Goiânia.
Em matéria de estrutura de campanha, não há qualquer excesso.
O fôlego dele como candidato não tem sido bom. Talvez gerado pelo erro de ter encarado a campanha como se fosse um piquenique eleitoral. Caiu um pouco. Só agora anunciou que está se licenciando do Senado. Foi acordado pela fogueira dos principais adversários, Mabel e Adriana. Há tempo para recuperar terreno perdido? Há, mas... fácil não vai ser, não.
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Os demais candidatos, Fred Silveira (PL), Matheus Ribeiro (PSDB), Rogério Cruz (SD) e prof. Pantaleão (UP) ainda não são concorrentes diretos.

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