Bora falar um "cadiquim" sobre as eleições em Goiânia?

Episódio 1

Sete candidatos: 3 disputando, 3 "fora" e uma incógnita

Antes de mais nada, uma explicação: por que ali em cima está "episódio 1", é uma novela que vem por aqui? Não, acalme-se. É que esse assunto vai ser recorrente até outubro. Passei quase toda a minha vida profissional praticamente mono tema, a política, e hoje sem saco, paciência e pachorra para permanecer do mesmo jeito, e até por preferir escrever sobre outros assuntos, como os perrengues, dores e alegrias da 3ª idade, resolvi adotar essa bobagenzinha de numerar episódios.
Explicado? Então, vambora.

Há um punhadão de candidatos a prefeito. Alguns sabem, sem nenhuma ilusão, que vão apenas cumprir tabela, sem qualquer possibilidade de derrotar os outros 6 "colegas". É um desafio tão imenso que nem o mitológico Hércules conseguiria vencer. E olha que o "cara" conseguiu superar 12 tarefas absolutamente insanas... Então, por que os tais candidatos do time zebrado foram até incentivados pelos dirigentes de seus partidos a se lançarem nessa águas revoltas com seus, digamos assim, barquinhos de papel? Talvez a mudança na legislação seja parte da explicação.

Como assim, a lei exige que os partidos lancem candidatos a prefeito? Claro que não. Nesse ponto não mudou nada. O que acabou foi a liberdade, que virou libertinagem geral para a "esperteza" partidária ao longo do tempo, nas coligações proporcionais - no caso desta eleição, para vereadores/vereadoras. Antes, os partidos juntavam alhos, bugalhos, bugigangas e miçangas e somavam essa paçoca toda, e assim conseguiam eleger proporcionais (são 3 cargos eleitos proporcionalmente: vereadores e deputados estaduais e federais - prefeitos, senadores, governadores e presidentes são eleitos de forma majoritária).

Os dirigentes partidários de siglas maiores entendem que a candidatura a prefeito - competitiva ou não - chama a atenção do eleitorado - até pelo destaque da participação na propaganda no rádio e na TV. Isso, além da divulgação da legenda, também facilitaria a vida nada fácil de capinar os votos no varejo pelos candidatos a vereador.
- Essa é a parte interessante dessa coisa toda. No mundico dos subterrâneos da política, há conversas nada republicanas sobre alguns dirigentes partidários preocupados e focados em outros objetivos. Uma eleição majoritária decidida apenas no 2º turno, "valoriza" o mercado negro do mercantilismo e dos cargos em possíveis futuros governos. Vale a ressalva meritória e, neste caso sim, de legítima negociação política para a etapa final e decisiva da eleição.

Pra finalizar, que tal justificar o subtítulo sobre os que disputam, os sem chances e a incónita? Vamos lá.
 - Estão brigando pra valer pelo trono político-administrativo de Goiânia: Adriana Accorsi, que hoje lidera a corrida, Vanderlan Cardoso e Sandro Mabel. A incógnita é o candidato bolsonarista, Fred Rodrigues. Por que incógnita? Pode estourar a boca do balão e atropelar geral ou dar um tremendo chabu. E os outros 3? Sem chances.

PS - trata-se de um palpitômetro (e/ou opinião) absolutamente pessoal e intransferível, com real possibilidade de se confirmar ou ser massacrado por uma nova realidade.

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